Angola População Ovimbundo


População e Distribuição Geográfica

A pesquisa sugere que os Ovimbundo têm aproximadamente 9 milhões de pessoas em 2025, representando 25% da população total de Angola, com base em estimativas demográficas (World Population Review: Angola Population 2025). Isso é um aumento significativo em relação aos 1,5 milhão estimados em 1960, refletindo o crescimento demográfico. Estão localizados principalmente nas províncias do Bié, Huambo, Benguela, Namibe e partes de Malanje, com uma distribuição homogênea, indicando coesão etnolinguística. Fontes como Minority Rights Group: Angola confirmam sua presença nessas regiões, destacando sua densidade populacional.

Economia e Modo de Vida

Os Ovimbundo eram comerciantes não apenas em Angola, mas também na África Central, com uma economia diversificada. Historicamente, praticavam agricultura de subsistência, cultivando milhete, feijão, mandioca e batatas-doces, além de criação de gado, especialmente bovino. Durante o período colonial, integraram-se profundamente na economia, trabalhando como ferroviários no Caminho de Ferro de Benguela (Lobito ao Luau) e no de Moçâmedes, na apanha de café no norte, nas minas de Cassinga, na pesca em Benguela, no corte de cana em Catumbela e como estivadores nos portos de Luanda e Lobito. Essa integração os tornou uma etnia chave para o desenvolvimento de Angola, independentemente de sua preponderância numérica, conforme descrito em Wikipedia: Ovimbundu.

Língua e Identidade Cultural

A língua materna é o Umbundo, uma língua banto com dialetos como Nyaneka, falada por mais de 9 milhões, segundo Ethnologue: Umbundu. Muitos também falam português, refletindo aculturação. Culturalmente, são homogêneos, sem divisões profundas linguísticas ou políticas, e não tinham uma estrutura política central como os Kikongo ou Ambundo, estando divididos em sobados, com Bailundo sendo o maior no final do século XIX, antes da ocupação portuguesa efetiva. Práticas tradicionais incluem rituais agrícolas, como danças para fertilidade, e sistemas de parentesco patrilineares, com chefes locais (sobas) liderando comunidades.

História e Contexto Social

Historicamente, os Ovimbundo não tinham uma estrutura política central, divididos em cerca de uma dúzia de sobados no final do século XIX, com Bailundo sendo o mais proeminente. Apesar disso, nunca estiveram profundamente divididos, mantendo unidade linguística e cultural. Durante o colonialismo, sua integração econômica foi significativa, com presença em ferrovias, minas e portos, refletindo adaptação ao sistema colonial. Fontes como Refworld: Assessment for Ovimbundu in Angola indicam que enfrentaram desafios, como discriminação, mas mantiveram coesão, com o MPLA tendo forte apoio Ovimbundu desde a independência em 1975.

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