Angola População Ambundu


Os Ambundu estão localizados principalmente a leste de Luanda, nas províncias de Bengo, Malanje, Cuanza Norte e Cuanza Sul, com presença histórica significativa em Luanda, a capital de Angola. A pesquisa sugere que sua população é de aproximadamente 9 milhões em 2025, representando 25% da população total de Angola, estimada em 38 milhões (World Population Review: Angola Population 2025). Isso é um aumento considerável em relação à estimativa de 1 milhão em 1960, refletindo o crescimento demográfico. No entanto, a falta de censos recentes sobre etnia (o último em 2014 não incluiu etnia) introduz alguma incerteza, e as estimativas variam, com algumas fontes sugerindo 8,6 milhões (Wikipedia: Ambundu).

Língua e Cultura

A língua materna dos Ambundu é o Kimbundu, uma língua banto com dois dialetos principais: Akwaluanda, falado no oeste, especialmente em Luanda, e Ambakista, no leste, em Ambacca. Muitos também falam português, a língua oficial, e a pesquisa indica que muitos o consideram sua primeira língua, refletindo aculturação (Minority Rights Group: Angola). Culturalmente, têm uma rica tradição oral, com origens ligadas ao "grande água" (interpretado como o Oceano Atlântico ou Ilha de Luanda), cinco grandes ancestrais (Zundu dya Mbulu, Kajinga ka Mbulu, Matamba a Mulu, Kongo dya Mbulu) e a figura de Mussuri, que se tornou rei, casou-se com Ngola Inene e gerou Samba com 8 filhos, incluindo Ndongo, Mbondo, Pende, Hungu, Lenge, Imbangala, Songo e Libolo. Ngola Kilanji unificou o povo com o grupo de Bembo Kalamba, introduzindo agricultura, criação de gado e tecelagem, fundando o Reino de Ndongo, com o título real "ngola" derivado de seu nome e ainda usado como símbolo para ferro. Sua sociedade era matrilinear até o século XIV, com terra e descendência herdadas matrilinearmente, e meninos vivendo nas vilas dos tios maternos, mostrando flexibilidade comparada a Ovimbundu e Bakongo.

História

Os Ambundu chegaram à região entre os séculos XIII e XVI, vindo do norte, trazendo agricultura e construindo vilas permanentes, negociando com pigmeus e khoi-san. Tiveram contato inicial com os portugueses em 1482, com o Reino de Ndongo tentando quebrar o monopólio comercial do Kongo, derrotando os Bakongo em 1556 e aliando-se a Matamba contra Portugal em 1590, mas foram derrotados em 1614, tornando-se alvo do comércio de escravos. A rainha Njinga fugiu para Matamba em 1619, tornou-se rainha, fez de Matamba um grande exportador de escravos, e os monopólios caíram no século XIX com o comércio de marfim, borracha e cera. Os portugueses derrotaram Matamba em 1836, avançaram para Kasanje no meio do século, e até o final do século XIX tinham controle mais apertado, com a última tribo Ambundu, NDembo, subjugada em 1917, tornando-se parte da colônia portuguesa de Angola. Essa história de contato intenso explica sua aculturação, sendo os mais influenciados entre os grupos etnolinguísticos angolanos.

Economia e Status Atual

Historicamente, os Ambundu eram agricultores, mas hoje muitos vivem em áreas urbanas, especialmente em Luanda, refletindo o foco do MPLA, com forte seguimento Ambundu, em industrialização urbana desde 1975, negligenciando a economia agrária rural. Isso sugere envolvimento em economias urbanas, como comércio e serviços, dado o papel de Luanda. Praticam principalmente o cristianismo e religiões tradicionais africanas, com muitos adotando atributos do estilo de vida português, especialmente nas cidades, como intercasamentos com portugueses, criando uma nova classe de mestiços.

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